sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pastoral do Menor: transformando vidas em Acari há 30 anos

A Pastoral do Menos completa 30 anos de atividades em Acari. A comunidade é uma das 144 assistidas pela Arquidiocese do Rio com programas desenvolvidos na Paróquia Santos Mártires Ugandenses e Nossa Senhora de Nazaré, e na Capela Maria Mãe da Igreja, onde são realizadas atividades que visam à promoção humana de crianças, adolescentes, jovens e suas respectivas famílias
            Entre os três programas desenvolvidos pela Pastoral do Menor na comunidade de Acari estão: o Programa de Apoio Familiar (PAF), que tem por objetivo fortalecer a função protetiva das famílias, prevenir a ruptura dos seus vínculos, promover seu acesso e usufruto de direitos e contribuir na melhoria da qualidade de vida.
            O Programa de Inclusão Digital (PID), com o objetivo de promover ações de vulnerabilidade social de crianças e adolescentes, através da inclusão digital e social, realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia (Sect) e o Comitê de Democratização da Informática (CDI).
            “Utilizamos a tecnologia como um instrumento para construção de uma ação transformadora na vida das crianças e adolescentes. Além dos cursos, os pólos também estão abertos para o acesso à internet de famílias e moradores da comunidade”, apontou Elida Maria, assistente social do programa.
            E também o Programa Emergencial de Atendimento ao Adolescente em Situação de Vulnerabilidade (Pleitear), assegurando espaços de referência para o convívio grupal, comunitário e social e o desenvolvimento de relações de afetividade, solidariedade e respeito mútuo. Além de fortalecer a convivência familiar e comunitária, o programa tem também como foco contribuir para inserção, reinserção e permanência das crianças, adolescentes e jovens no sistema educacional e desenvolver atividades que estimulem a convivência social, a participação cidadã e uma formação geral para o mundo do trabalho.

            “Desde quando meu filho ingressou no Pleitear, ele tem interagido melhor em casa, sendo mais companheiro e se comunicando com mais facilidade”, afirmou Lucimar Lima, mãe de um aluno do projeto.
INÍCIO
            Há mais de 30 anos realizando serviço pastoral em sua comunidade, Acari, a agente pastoral Ivanilde de Araújo Pinto, de 75 anos, iniciou suas atividades antes da chegada da Pastoral do Menor na comunidade, pois percebeu que havia muitas crianças com tempo ocioso pelas ruas.
            “Iniciei o trabalho ao ver a situação de muita pobreza e desorganização da comunidade. Ali enxerguei que podia fazer algo para mudar essa realidade. Dentro de mim algo dizia que daria certo”, apontou Ivanilde.
            No início os encontros eram nas ruas da comunidade ou na sua residência. Como o número de crianças aumentou, Ivanilde procurou auxílio das Irmãs salesianas, que a ajudaram a iniciar o projeto de complementação escolar para as crianças da comunidade e, posteriormente, a ajuda da Pastoral do Menor e do então Padre Nixon Bezerra de Brito, que era o pároco local.
            “Busquei ajuda porque sempre trabalhei na igreja e queria seguir minha missão cristã de forma completa, não só com fé, mas também com ação. Ser católica apenas rezando não fazia de mim uma pessoa completa”, concluiu Ivanilde.
            Atualmente são assistidas 60 crianças entre 5 e 14 anos na Capela Maria Mãe da Igreja e, segundo a coordenadora de Programas Sociais da Pastoral do Menor, Geovana Silva, as crianças, adolescentes e jovens são encaminhados para o Programa de Inclusão Digital que funciona na Paróquia. Além da inserção em outros programas da Pastoral, como por exemplo o Pleitear, nas unidade militares da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro. As atividades na comunidade são realizadas com apoio de voluntários e colaboradores.
            A Pastoral do Menor da Arquidiocese do Rio atua em toda a cidade do Rio de Janeiro, através de 30 polos que atendem 144 comunidades. Em 2013, o programa Pleitear registrou1.341 atedimentos sociais; já o de inclusão digital formou 1.736 crianças e jovens, e o PAF beneficiou 4.804 pessoas.

Fonte: Testemunho de Fé / Natassha Cotts, Gisele Barros e Symone Matias

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