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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Crianças fazem a Primeira Comunhão com o Papa em Rakovsky

Durante a celebração da missa na Igreja do Sagrado Coração de Rakovsky, 245 crianças receberam a Primeira Comunhão e justamente a elas foi dedicada a homilia do Pontífice.

“Deus é nosso Pai, Jesus é nosso Irmão, a Igreja é a nossa família, nós somos irmãos, a nossa lei é o amor”: foi o que disse o Papa Francisco na homilia da missa que presidiu na Igreja do Sagrado Coração de Rakovsky. [Bulgária]
Durante a celebração, 245 crianças receberam a Primeira Comunhão e justamente a elas foi dedicada a homilia do Pontífice.
“Jesus está vivo e está aqui conosco”, recordou o Papa. “Não O vemos com estes olhos, mas O vemos com os olhos da fé.”

Primeira Comunhão é a festa com Jesus
A Primeira Comunhão, explicou ainda Francisco, “é antes de mais nada uma festa, na qual celebramos Jesus que quis ficar sempre ao nosso lado e nunca Se separará de nós”.
Festa que foi possível graças aos pais, aos avós, às famílias e às comunidades que os ajudaram a crescer na fé.
E hoje as crianças ajudam a realizar o milagre de lembrar a todos os adultos presentes, o primeiro encontro que tiveram com Jesus na Eucaristia e de poder agradecer por aquele dia.
Com efeito, prosseguiu Francisco, há milagres que só podem acontecer se tivermos um coração capaz de partilhar, sonhar, agradecer, ter confiança e honrar os outros.
“Fazer a Primeira Comunhão significa querer estar cada dia mais unido a Jesus, crescer na amizade com Ele e desejar que também os outros possam gozar da alegria que Jesus nos quer dar.”

Que seja a primeira de muitas comunhões
Por fim, o Pontífice recordou a carteira de identidade do cristão: Deus é nosso Pai, Jesus é nosso Irmão, a Igreja é a nossa família, nós somos irmãos, a nossa lei é o amor.
“Desejo encorajá-los a rezar sempre com o mesmo entusiasmo e alegria de hoje. E lembrem-se que este é o sacramento da Primeira Comunhão e não da última; (…) que a de hoje seja o início de muitas Comunhões.”
Depois da homilia, o Papa dialogou com as crianças, reforçando a carteira de identidade do cristão.


sexta-feira, 29 de março de 2019

Motu próprio sobre a proteção dos menores e das pessoas vulneráveis

“A tutela dos menores e das pessoas vulneráveis faz parte integrante da mensagem evangélica que a Igreja e todos os seus membros são chamados a difundir no mundo”. Assim inicia o documento do Papa Francisco sobre a proteção dos menores e das pessoas vulneráveis dentro da Cúria Romana e no Estado da Cidade do Vaticano, publicado neste dia 29 de março.

Na manhã desta sexta-feira (29/03) foi publicado o Motu Proprio do Papa Francisco sobre a Proteção dos Menores e das Pessoas Vulneráveis. O texto tem como objetivo “reforçar ulteriormente o ordenamento institucional e normativo para prevenir e contrastar os abusos contra os menores e as pessoas vulneráveis” escreve o Papa, dentro da Cúria Romana e no Estado da Cidade do Vaticano.
Para isso, o Pontífice cita várias motivações para a tomada dessas medidas dentro da Cúria e da Cidade do Estado do Vaticano:
- “manter uma comunidade respeitosa e consciente dos direitos e das necessidades dos menores e das pessoas vulneráveis”, prevenindo todas as formas de violência ou abuso físico ou psíquico que possam acontecer tanto nas relações interpessoais como dentro das estruturas;
- “para que todos tenham a consciência do dever de assinalar os abusos às Autoridades competentes e cooperar nas atividades de prevenção e contraste”;
- “para que sejam aplicadas as normas de lei em todos os casos de abusos”;
- “a proteção e apoio em todas as fases dos procedimentos às vítimas e seus familiares;
 - “cuidado pastoral, apoio espiritual, médico, psicológico e legal às vítimas e seus familiares;
- para que “seja garantido ao acusado o direito de um processo equável e imparcial, respeitando a presunção de inocência”;
- “para que o condenado por abuso seja removido do seu encargo” e lhe seja oferecida uma adequada reabilitação psicológica e espiritual e reinserção social;
-“para que seja feito todo o possível para reabilitar a boa fama de um acusado injustamente”.
- e “seja oferecida uma formação adequada para a tutela dos menores e das pessoas vulneráveis”.
Depois de expor os pontos acima o Papa estabelece 6 novas normas que devem ser seguidas para a proteção dos menores e pessoas vulneráveis na Cúria Romana e no Estado da Cidade do Vaticano:

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Papa a crianças: sois o tesouro mais precioso de que devemos cuidar

Lar "Pequeno Príncipe": trata-se de uma casa de acolhimento onde moram cerca de 40 crianças e adolescentes menos favorecidos.
“Gostaria de vos encorajar a estudar: preparai-vos, aproveitai as oportunidades que tendes para vos formar.” Foi uma das exortações do Papa no comovente encontro esta sexta- feira (19/01) com os meninos e meninas no Lar “O Pequeno Príncipe”, em Puerto Maldonado – coração amazônico do Peru –, em seu terceiro compromisso no país andino.
Quando me falaram da existência desta casa “O Pequeno Príncipe” da Fundação Apronia, senti que não podia deixar Puerto Maldonado sem vir encontrar-vos, disse o Santo Padre no início de sua saudação. Trata-se de uma casa de acolhimento onde moram cerca de 40 crianças e adolescentes menos favorecidos.
Dirigindo-se a eles Francisco lembrou que acabamos de celebrar o Natal. “Enterneceu-nos o coração a imagem do Menino Jesus. Ele é o nosso tesouro, e vós meninos, sendo o seu reflexo, sois também o nosso tesouro, o tesouro de todos nós, o tesouro mais precioso de que devemos cuidar. Perdoai as vezes que nós, grandes, não o fazemos ou não vos damos a importância que mereceis. O vosso olhar, a vossa vida requerem um compromisso e esforços sempre maiores para não ficarmos cegos ou indiferentes perante tantas outras crianças que sofrem e passam necessidade.
“ Não há dúvida, vós sois o tesouro mais precioso de que devemos cuidar. ”
Dizendo saber que às vezes, alguns deles passam noites tristes e que há feridas que doem muito, o Sucessor de Pedro disse-lhes que eles são “para todos nós o sinal das potencialidades imensas que cada pessoa tem. Para estes meninos e meninas, sois o melhor exemplo a seguir, a esperança de que também eles hão de conseguir”.
“Alguns de vós, jovens que nos acompanhais, vindes das comunidades nativas. Vedes, com tristeza, a destruição das florestas. Os vossos avós ensinaram-vos a descobri-las: nelas encontravam o seu alimento e os remédios que os curavam. Hoje, são devastadas na vertigem dum equivocado progresso.”
“ O mundo precisa de vós, jovens dos povos nativos, e precisa de vós assim como sois. ”
“Não vos conformeis com ser o vagão de cauda da sociedade, enganchados e deixando-se levar! Precisamos de vós como locomotiva, puxando”, exortou.
Francisco convidou-os a escutar seus avós, a apreciar suas tradições, a não reprimir sua curiosidade, e antes de agradecer ao Padre Xavier de Morsier que em 1996 fundou aquela casa de acolhimento, e aos demais que ali realizam um fabuloso trabalho, quis deixar mais uma exortação:
“Precisamos de vós autênticos, jovens orgulhosos de pertencer aos povos amazônicos e que oferecem à humanidade uma alternativa de vida autêntica. Amigos, muitas vezes, as nossas sociedades precisam de corrigir o rumo e estou certo de que vós, jovens dos povos nativos, podeis ajudar imenso neste desafio, sobretudo ensinando-nos um estilo de vida que se baseie no cuidado, e não na destruição, de tudo aquilo que se opõe à nossa ganância.”
E concluiu: “Quero agradecer também a quantos fortalecem estes jovens na sua identidade amazônica e os ajudam a construir um futuro melhor para as vossas comunidades e para todo o planeta.”

Fonte: http://santuariodocarmo.org.br/noticiasigreja/724/papa-a-criancas-sois-o-tesouro-mais-precioso-de-que-devemos-cuidar

terça-feira, 20 de junho de 2017

Papa Francisco:"Adolescência é fase difícil, mas não é uma doença!"


“Uma cultura sem raízes, uma família sem raízes é uma família sem história, sem memória”. Foi o que disse o Papa na abertura do Congresso diocesano de Roma, na Basílica de S. João de Latrão, na noite de segunda-feira (19/06). Francisco também convidou a estar ao lado dos adolescentes, recordando que esta fase da vida é ‘difícil’, mas não é uma ‘patologia.
A oração em ‘romanesco’
O Congresso diocesano deste ano tem como tema “Acompanhar os pais na educação dos filhos adolescentes”. Dirigindo-se às famílias, o Papa disse: “Vocês vivem as tensões desta grande cidade: o trabalho, a distâncias, o tempo reduzido, o dinheiro que nunca é suficiente. Por isso, para simplificar, rezem em dialeto, pensando nas suas famílias e em como formar seus filhos no âmbito desta realidade”.
Atenção à sociedade ‘desenraizada’
“Muitas vezes – disse o Papa – oferecemos a nossos filhos uma formação excessiva em campos que consideramos importantes para seu futuro e pretendemos que eles deem o máximo. Mas não damos tanta importância ao fato que devem conhecer sua terra, suas raízes”.
Adolescência, fase de crescimento para os jovens
Para o Papa, a adolescência “é um tempo precioso na vida dos filhos; um tempo difícil, de mudanças e instabilidade... uma fase que traz riscos e dúvidas, mas crescimento para eles e para toda a família”.
Francisco disse também que lhe preocupa a tendência atual dos pais de ‘medicar’ precocemente os jovens. “Parece que tudo se resolve medicando ou controlando tudo com o slogan ‘desfrutar o tempo ao máximo’ e assim, a agenda dos jovens fica pior do que a de um executivo”. Portanto, “a adolescência não é uma patologia que precisamos combater; faz parte do crescimento natural”.
“Eles querem se sentir – logicamente – protagonistas”, “procuram muitas vezes sentir aquela ‘vertigem’ que os faça sentir vivos”. “Assim, temos que encorajá-los a transformar seus sonhos em projetos! Proponhamos grandes objetivos e ajudemo-los a realizá-los!”.
Atenção à juventude eterna e ao consumismo
“Hoje há uma espécie de competição entre pais e filhos: o paradigma e modelo de sucesso é ‘a eterna juventude’. Ao que parece, crescer e envelhecer é ‘um mal’, é sinônimo de frustração e de uma vida acabada. Tudo deve ser mascarado e dissimulado”. “Como é triste que as pessoas façam ‘lifting’ no coração! É doloroso que se queira cancelar as rugas dos encontros, das alegrias e tristezas!”.
O outro perigo é o consumismo
“Educar à austeridade é uma riqueza incomparável. Desperta a criatividade, gera possibilidades e especialmente, abre ao trabalho em grupo, à solidariedade; abre aos outros”.
O agradecimento ao Cardeal Vallini
Enfim, o Papa agradeceu o Card. Agostino Vallini, que deixa seu cargo de Vigário-geral de Roma a Dom Angelo De Donatis. “Nestes anos – disse Francisco – o Card. Vallini “me manteve com os pés no chão”. 

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/06/20/papa_adolesc%C3%AAncia_%C3%A9_fase_dif%C3%ADcil,_mas_n%C3%A3o_%C3%A9_uma_doen%C3%A7a!/1320124

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Papa abraça Lucas, a criança "milagre" de Fátima

Lucas, a criança "milagre" de Fátima, recebeu, este sábado, um abraço do Papa Francisco no altar do Santuário.

A criança brasileira curada por intercessão dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, canonizados esta manhã na Cova da Iria, esteve entre os milhares de fiéis que assistiram à missa celebrada pelo Papa Francisco. Este "milagre" foi reconhecido pelo Vaticano e está na base da canonização dos dois pastorinhos.

Fonte: http://www.jn.pt/nacional/interior/papa-abraca-lucas-a-crianca-milagre-de-fatima-8473058.html

Papa Francisco no Regina Coeli: "Igreja cuide das crianças"

O Papa dedicou seu encontro com os fiéis na manhã deste domingo (14/05) à peregrinação realizada em Fátima (Portugal) nos últimos dias. Cedo pela manhã, o Pontífice manteve o seu hábito de ir à Basílica de Santa Maria Maior, onde permaneceu por cerca de 20 minutos diante do ícone de Maria Salus Popoli Romani, em ação de graças pelo êxito da peregrinação.
Papa recorda peregrinação a Fátima
Na Praça São Pedro, antes de rezar a oração Mariana do Regina Coeli, Francisco fez um relato dos momentos mais salientes desta visita aos pés da Virgem Mãe, realizada ‘como peregrino de esperança e de paz’.

Iniciando, o Papa falou do momento de silêncio, em contemplação, que viveu na Capela das Aparições, sexta-feira (12/05), logo após a chegada:
No centro de tudo esteve e está o Senhor Ressuscitado, presente em meio a seu Povo na Palavra e na Eucaristia. Presente em meio aos muitos doentes, protagonistas da vida litúrgica e pastoral de Fátima, como em todo Santuário mariano”.

Em seguida, o Papa lembrou que a Virgem, em Fátima, quis escolher o coração inocente e a simplicidade dos pequenos Francisco, Jacinta e Lucia para depositar sua mensagem:
“Estas crianças a acolheram dignamente, e foram reconhecidas como testemunhas críveis, ao ponto de ser modelos de vida cristã. Sua santidade não é consequência das aparições, mas da fidelidade e do ardor com que corresponderam ao privilégio recebido de ver Maria. Depois do encontro com a ‘bela Senhora’, rezavam frequentemente o terço, faziam penitência e ofereciam sacrifícios pelo fim da guerra e pelas almas mais necessitadas da divina misericórdia”.

“Com a canonização de Francisco e Jacinta, quis propor a toda a Igreja o seu exemplo de adesão a Cristo e de testemunho evangélico, e recomendar a toda a Igreja que cuide das crianças”.

Convidando os fiéis a se deixarem guiar pela luz que provém de Fátima, o Papa lembrou:
“Ainda em nossos dias, precisamos muito de orações e penitência para implorar a graça da conversão, assim como o fim das muitas guerras em tantos lugares do mundo, que se estendem sempre mais, assim como o fim dos absurdos conflitos, grandes e familiares, que desfiguram o rosto da humanidade”.


“Que o Coração Imaculado de Maria seja sempre o nosso refúgio, a nossa consolação e o caminho que nos conduz a Cristo”. 
Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/05/14/papa_no_regina_coeli_igreja_cuide_das_crian%C3%A7as/1312175

terça-feira, 11 de abril de 2017

Papa recebe crianças doentes em encontro fora de programa

Encontro fora do programa nesta segunda-feira, dia 10 de abril, para o Papa: acompanhados por seus pais e médicos, vieram ao Vaticano algumas crianças e jovens internados no Hospital Pediátrico Bambino Gesù de Roma e foram recebidos na Saleta Paulo VI. Eles são os protagonistas de uma série de TV que apresenta o cotidiano de dez pequenos pacientes gravemente doentes e sua expectativa de cura.
Depois das apresentações e das fotos, o Papa leu o bilhete escrito pelos jovens e agradeceu também pelo livro com a dedicatória que lhe foi presenteado. Em seguida, falando informalmente, o Papa quis ressaltar dois aspectos deste e do encontro anterior, em 15 de dezembro passado, que chamaram a sua atenção: o primeiro é o fato de os médicos conhecerem cada pequeno paciente por nome. “Percebi que mais do que um hospital, vocês parecem uma família”, observou.
O segundo é o carinho com que os médicos se relacionam com os menores: “É o remédio mais importante que a família pode dar: o carinho!”. O Papa resumiu afirmando que o Hospital Bambino Gesù é aonde as crianças doentes encontram família e comunidade. “É um testemunho de humanidade, e por isso lhes agradeço”.
Enfim, Francisco revelou que o Vaticano cedeu seu heliporto para a aterrisagem de aeronaves com crianças mais graves provenientes da Síria, que seguem diretamente para o Hospital.
“O espírito de família é contagioso... cada um é importante, mas sempre juntos!”, concluiu, antes de cumprimentar cada um, conceder a sua bênção e pedir que rezassem por ele. 
Foto: AFP
Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/5602/papa-recebe-criancas-doentes-em-encontro-fora-de-programa

segunda-feira, 27 de março de 2017

quinta-feira, 23 de março de 2017

Papa Francisco aprova milagre para a canonização dos pastorinhos

O Papa Francisco aprovou o milagre que permite a canonização dos pastorinhos de Fátima, Francisco e Jacinta Marto. Data e lugar devem ser conhecidos a 20 de abril.

O Papa Francisco aprovou nesta quinta-feira (23/03) o milagre que permite a canonização dos pastorinhos de Fátima, Francisco e Jacinta Marto.
Na promulgação publicada esta quinta-feira pela sala de imprensa do Vaticano, lê-se que “o Santo Padre Francisco recebeu esta manhã em audiência Sua Eminência o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos”, e autorizou a congregação a publicar os decretos relativos a um conjunto de processos de canonização em curso.
Fica agora aprovado “o milagre atribuído à intercessão do Beato Francisco Marto, nascido a 11 de junho de 1908 e morto a 4 de abril de 1919, e da Beata Jacinta Marto, nascida a 11 de março de 1910 e morta a 20 de fevereiro de 1920, crianças de Fátima”.
Ao Observador, a irmã Ângela Coelho, postuladora da causa de canonização dos pastorinhos, confirmou que o decreto publicado pelo Papa significa que “o estudo das comissões da Congregação levou à conclusão de que o evento é mesmo um milagre”. “O estudo em ordem à canonização está terminado”, afirmou.
Falta agora saber o lugar e a data da cerimônia de canonização, informações que deverão ser conhecidas em 20 de abril — altura em que o Papa Francisco vai reunir com os cardeais em consistório. Mas ainda não há certezas: “Pode ser no 13 de maio, ou em outubro, ou até noutra data. O Santo Padre ainda não anunciou e a palavra será dele”.
Para a religiosa, responsável pela promoção deste processo, “este é um passo muito importante”. “Alegramo-nos muito com esta possibilidade que se avizinha”, concluiu a irmã Ângela Coelho.
O milagre aprovado é uma cura que aconteceu no Brasil, explicou ao Observador a irmã Ângela. Não são, para já, conhecidos os detalhes do fenômeno reconhecido pela Santa Sé.
O reitor do Santuário de Fátima, p. Carlos Cabecinhas, diz que o Santuário se alegra “com este passo decisivo para a canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto”. “Aguardamos agora com serenidade a decisão do Papa Francisco relativamente ao anúncio da data e do lugar para essa canonização”, referiu o responsável, em comunicado.
A Congregação para a Causa dos Santos é o órgão do Vaticano responsável por analisar os casos de santidade na Igreja, promovendo para isso um conjunto de comissões — médicas, científicas, teológicas — que testam os fenômenos relatados. Só quando todas estas comissões concordam que o facto não tem explicação médica nem científica e se deveu a uma intercessão divina é que um evento pode ser considerado um milagre.
Quando o milagre é uma cura, como neste caso, é o Papa quem tem a competência de reconhecer o milagre.
Fonte: http://observador.pt/2017/03/23/papa-francisco-aprova-canonizacao-dos-pastorinhos/

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Natal: Papa lembra crianças nos barcos de migrantes e nos subterrâneos das guerras

O Papa Francisco lembrou na homilia da Missa da Noite de Natal as crianças que “jazem nas miseráveis” no “abrigo subterrâneo para escapar aos bombardeamentos”, na “calçada de uma grande cidade” ou no “fundo de um barco sobrecarregado de migrantes”.
“Deixemo-nos interpelar pelo Menino na manjedoura, mas deixemo-nos interpelar também pelas crianças que, hoje, não são reclinadas num berço nem acariciadas pelo carinho de uma mãe e de um pai, mas jazem nas miseráveis ‘manjedouras de dignidade’”, afirmou Francisco na Basílica de São Pedro.
“Deixemo-nos interpelar pelas crianças que não se deixam nascer, as que choram porque ninguém lhes sacia a fome, aquelas que na mão não têm brinquedos, mas armas”, acrescentou o Papa na Missa que celebra o nascimento de Jesus.
Francisco disse que o Natal é um mistério de “luz e alegria” que “interpela e mexe” porque “é um mistério de esperança e simultaneamente de tristeza”.
O Natal “traz consigo um sabor de tristeza, já que o amor não é acolhido, a vida é descartada. Assim acontece a José e Maria, que encontraram as portas fechadas e puseram Jesus numa manjedoura, ‘por não haver lugar para eles na hospedaria’”, lembrou o Papa Francisco.
“Jesus nasce rejeitado por alguns e na indiferença da maioria. E a mesma indiferença pode reinar também hoje, quando o Natal se torna uma festa onde os protagonistas somos nós, em vez de ser Ele; quando as luzes do comércio põem na sombra a luz de Deus; quando nos afanamos com as prendas e ficamos insensíveis a quem está marginalizado”, sustentou o Papa
"O Natal está refém desta mundanidade e é preciso resgatá-lo", acrescentou.
Francisco disse que o Natal tem um “sabor de esperança” porque apesar das trevas “resplandece a luz de Deus”.
“O Menino que nasce interpela-nos: chama-nos a deixar as ilusões do efémero para ir ao essencial, renunciar às nossas pretensões insaciáveis, abandonar aquela perene insatisfação e a tristeza por algo que sempre nos faltará. Far-nos-á bem deixar estas coisas, para reencontrar na simplicidade de Deus-Menino a paz, a alegria, o sentido da vida”, acrescentou o Papa.
No dia 25 de dezembro, Solenidade do Natal do Senhor, Francisco dirige a mensagem e a bênção natalícia ‘Urbi et Orbi’ [à cidade (de Roma) e ao mundo], a partir das 12h00 locais, na varanda central da Basílica do Vaticano.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/natal-papa-lembra-criancas-nos-barcos-de-migrantes-e-nos-subterraneos-das-guerras/

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Papa Francisco explica o que fazer ante o sofrimento das crianças

“Por que as crianças sofrem?”, perguntou-se o Papa Francisco ante centenas de médicos, enfermeiras, administradores, pacientes e familiares no Hospital Pediátrico ‘Bambino Gesú’, em Roma, durante uma audiência.
“Não há resposta para essa pergunta. Apenas devemos olhar para o crucifixo e deixar que Jesus nos dê a resposta”.
Rodeado de um grupo de meninos e meninas – pacientes e irmãos dos pacientes do hospital –, o Santo Padre indicou que “nem mesmo Jesus deu uma resposta” para esta pergunta. “Vivendo em meio a nós, não nos explicou por que sofremos”.
Entretanto, disse o Papa, Jesus “nos demonstrou o caminho para dar sentido também a esta experiência humana: não explicou porque se sofre, mas, suportando com amor o sofrimento, nos mostrou por quem se oferece. Não porque, mas por quem”.
“Por que as crianças sofrem?”, insistiu novamente Francisco. “É uma das perguntas abertas de nossa existência. Não sabemos. Deus é injusto? Sim, foi injusto com o seu Filho, o levou à cruz. Mas é nossa existência humana, é a nossa carne que sofre nessas crianças. E quando a pessoa sofre, não fala: chora e reza em silêncio”.
O Pontífice reconheceu que “é muito difícil acompanhar uma criança que sofre” e, nesse sentido, dirigiu palavras de reconhecimento e agradecimento às enfermeiras e aos enfermeiros pelo trabalho que realizam.
“São eles que permanecem mais próximos aos que sofrem, são eles que compreendem os que sofrem. Sabem como coexistir com o sofrimento, como acompanhar com ternura. As enfermeiras e os enfermeiros têm uma qualidade especial para acompanhar e para curar. Isso é importante”.

A esperança
O Santo Padre destacou também a importância da esperança no processo de cura de um doente, mas também na vida de todas as pessoas.
Essa esperança é algo que podemos aprender das crianças por meio da gratidão. “O descobrimento diário do valor da gratidão, aprender a dizer ‘obrigado’. Ensinamos isto às crianças e depois, nós adultos, não fazemos”.
“Mas dizer obrigado, simplesmente porque estamos diante de uma pessoa, é um remédio contra o esfriamento da esperança, que é uma doença contagiosa feia. Dizer obrigado alimenta a esperança, aquela esperança na qual, como disse São Paulo, estamos salvos”.
“A esperança – afirmou Francisco – é a gasolina da vida cristã, sem a qual não podemos funcionar. É o combustível que nos faz seguir em frente a cada dia. Portanto, é lindo viver como pessoas agradecidas, como crianças felizes, pequenas, simples e alegres de Deus”.
Por outro lado, o Papa Francisco denunciou a corrupção que em certas ocasiões afeta os hospitais. Também repreendeu atitudes anteriores do Hospital ‘Bambino Gesú’, cuja história “nem sempre foi boa. Muitas vezes sim, mas houve ocasiões nas quais não foi boa. A tentação de avançar para a uniformidade, de transformar algo muito bonito, como é um hospital infantil, em um negócio no qual os médicos e as enfermeiras fossem fontes de dinheiro”.
“Um hospital deve ter medo da corrupção”, insistiu.
“O câncer mais grave de um hospital como este é a corrupção. E a corrupção não surge de um dia para o outro. Chega pouco a pouco. Neste mundo onde há tantos problemas de saúde, enganam tantas pessoas com a indústria da doença”.
Como remédio contra a corrupção, o Pontífice afirmou que “devemos olhar para as crianças. As crianças não são corruptas. Deve tentar encontrar neles o sinal de identidade do hospital. O Hospital ‘Bambino Gesú’ deve aprender a dizer ‘não’ à corrupção. Pecadores, sim, todos nós somos. Mas corruptos, nunca”.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-explica-o-que-fazer-ante-o-sofrimento-das-criancas-45998/

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Menina que ficará surda e cega, realiza o desejo de conhecer o Papa Francisco

No final da Audiência Geral desta quarta-feira (06/04), na Praça São Pedro, o Papa Francisco abraçou afetuosamente a pequena Lizzy Myers, estadunidense de cinco anos, que tem a síndrome de Usher tipo 2, doença genética rara caracterizada pela deficiência auditiva e perda progressiva da visão.
A menina estava acompanhada por sua irmãzinha e seus pais. A família veio de Ohio, Estados Unidos, para realizar o desejo expresso por Lizzy de encontrar o Papa Francisco. 
A história de Lizzy, que progressivamente ficará cega e surda, foi divulgada, no ano passado, pela imprensa estadunidense. Os seus pais, católicos, programaram uma série de coisas para ela ver e ouvir antes que perca completamente a audição e a visão.

Solidariedade
O desejo de Lizzy de encontrar o Papa abriu uma disputa solidária: a Turkish Airlines ofereceu as passagens de avião, Appia resort a estada, em Roma, e a União Nacional Italiana de Transporte de Doentes a Lourdes e Santuários Internacionais (Unitalsi) a assistência na viagem. 
Depois do encontro com o Pontífice, os pais da menina Christine e Steve se encontraram com a imprensa na Casa Bernadete que pertence a Unitalsi.

O abraço do Papa
Eles falaram da emoção forte da garotinha ao ver o Papa a quem presenteou uma caixinha com partes de um meteorito que caiu em Ohio. Francisco abraçou Lizzy carinhosamente, abençoou os seus olhos e ouvidos, e garantiu sua oração por ela e sua família. 
“Senti uma grande paz interior”, disse a mãe de Lizzy, agradecendo a todos os italianos que demonstraram grande afeto. 
“A história de Lizzy, um sinal neste Jubileu da Misericórdia, aproxima todos ao mundo do sofrimento, atravessada pela esperança cristã”, disse o presidente de Unitalsi-Roma, Emanuele Trancalini.

Dura realidade
“Gostaria de dizer que, infelizmente, também aqui na Itália existem muitas pessoas como Lizzy. Queria divulgar isso, porque muitas vezes o mundo da doença, sobretudo o das crianças, é um mundo escondido, e as pessoas percebem somente quando vivem esse problema na própria pele. Temos nove casas de acolhimento em toda a Itália e todos os dias ajudamos famílias, situações e casos como o de Lizzy”, alertou Trancalini.
Segundo o presidente de Unitalsi-Roma, a superexposição da mídia desempenhou um papel positivo a fim de chamar a atenção de todos para o mundo do sofrimento.
“Devo dizer que o Jubileu da Misericórdia é a expressão disso. O Papa Francisco tem uma atenção particular ao mundo da doença e sobretudo ao mundo das crianças, e isso é um grande sinal do Jubileu”, concluiu.

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/4244/francisco-abraca-lizzy-menina-que-ficara-cega-e-surda

segunda-feira, 7 de março de 2016

”O amor antes do mundo”, primeiro livro de um Papa às crianças

O que Deus fazia antes de criar o mundo? O que acontece com nossos familiares depois da morte? Qual é a escolha mais difícil que o Papa teve que fazer na sua missão?”. Estas são algumas das perguntas respondidas pelo Papa Francisco no livro ”O amor antes do mundo”. O livro - com as respostas às 31 cartas escritas por crianças de todo o mundo - foi inspirado e desejado pela “Loyola Press”, a Editora da Companhia de Jesus nos Estados Unidos, e realizado graças à interferência do Padre Spadaro SJ, que levou até o Papa as perguntas das crianças e recolheu as respostas. “É bonito responder às perguntas das crianças, mas gostaria de tê-las aqui comigo, todas! Seria belíssimo. Mas sei também que este livro de respostas chegará às mãos de tantas crianças em todo o mundo e fico feliz por isto”, escreveu Francisco
Sobre a importância desta pequena obra, a Rádio Vaticano entrevistou o Diretor editorial da “Loyola Press”, Padre jesuíta Paul Campbell, Diretor editorial da “Loyola Press”:
“Um grupo de nossos editores estava participando de um encontro e uma das ideias foi: “Não seria maravilhoso se o Santo Padre, o Papa Francisco, escrevesse um livro para as crianças? Sim, seria um ideia maravilhosa, mas como se poderia chegar até o Santo Padre para propor a ele esta ideia?”. Bem, aconteceu. Eu conheço, de fato, o Padre Antonio Spadaro, o Diretor da “Civiltà Cattolica”. E Antônio Spadaro, depois de ter falado com o Papa, nos disse: “O Santo Padre amaria escrever o livro e quer saber quando poderá ter as cartas das crianças". Assim, nós logo começamos o trabalho de recolher as cartas das crianças de todo o mundo. Tínhamos necessidade e queríamos crianças de todo o mundo, quer cristãs ou não”.

RV: O Papa Francisco disse uma vez que as perguntas mais difíceis que lhe haviam sido feitas foram por parte de crianças. É muito interessante esta perspectiva....

“Um dos aspectos que descreve este livro é que “as crianças pequenas tem grandes perguntas”. Ryan do Canadá, não-cristão, pergunta: “O que fazia Deus antes de criar o mundo?”, que é uma pergunta realmente profunda. Luca da Austrália: “A minha mãe morreu, crescerão nela asas de anjos?”. O Santo Padre disse: “As perguntas das crianças levam-nos  a grandes questionamentos”. Portanto, sim, são perguntas feitas por crianças pequenas, mas são muito, muito profundas. E o Santo Padre foi muito claro: é terrivelmente difícil responder a estas perguntas!”

RV: Como editor deste livro, na versão em inglês - cujo título é “Dear Pope Francis” – quais são as expectativas, pensando nos leitores adultos e crianças deste livro?

“Esta é a primeira vez que um Papa escreveu um livro para crianças. Mas este não é somente um livro para crianças, porque as crianças fazem perguntas tão profundas. O Santo Padre responde não somente às crianças, mas aos seus pais, aos seus avós e a todos aqueles que as amam. A mensagem do Papa é uma mensagem toda de misericórdia, compaixão, esperança e amor. E no nosso mundo, hoje, cada pessoa tem necessidade de escutar uma mensagem de amor. E a minha esperança para o livro é que a mensagem do Papa alcance o maior número de pessoas possível”.

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2016/02/24/_%E2%80%9Do_amor_antes_do_mundo%E2%80%9D,_livro_do_papa_%C3%A0s_crian%C3%A7as/1210976

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Jovem brasileira arranca sorrisos do Papa durante encontro do MEJ

O seu nome é Ana Carolina Santos Cruz, 19 anos, brasileira de São Paulo. O Papa Francisco, argentino, e curioso em saber dela quem era o melhor no futebol: se Pelé ou o compatriota Diego Maradona. Foi o exato momento em que a jovem, com a sua resposta, arrancou um largo sorriso do Santo Padre, durante o encontro do Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) que, nesta sexta-feira (7), reuniu 2 mil representantes de diversas partes do mundo no Vaticano. Ana Carolina foi escolhida para fazer uma das perguntas ao Pontífice.
Em entrevista a Silvonei José, Ana Carolina afirma que vive uma missão no Brasil, com a dificuldade de agregar jovens e apresentar o MEJ para outras dioceses. E sua pergunta ao Papa foi conduzida justamente nesse contexto: em relação aos obstáculos enfrentados por Francisco para 'fazer o caminho do coração'. A expressão foi enaltecida durante a entrevista por Eliomar Ribeiro, SJ, responsável pelo MEJ no Brasil, que estava acompanhando a delegação brasileira composta por 40 jovens provenientes de 8 Estados. 


Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2015/08/07/jovem_brasileira_arranca_sorrisos_do_papa_durante_mej/1163727

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Menina paraguaia pede para o Papa ser seu Pai

"Eu gostaria que você fosse o meu pai para sempre, porque o meu pai e minha mãe estão na prisão, te amo...”. Este é o pedido ao Papa Francisco de Kiara, uma menina de 9 anos que mora no Banhado Sul, região situada às margens do rio Paraguai, e que está muito perto do aterro de lixo Cateura de Assunção.
Em uma carta comovente, escrita à mão, a menor reconhece que gostaria de sentir-se amada, ter uma mãe, um pai, um lar. A iniciativa de escrever para o Santo Padre surgiu do coordenador logístico da visita papal no Banhado Norte, Luis Fretes, que teve a ideia de que todas as crianças do Banhado Sul escrevessem as suas próprias cartas, que ele próprio se encarregaria de entregar ao Pontífice, já que Francisco não visitará esta região da ribeira.
No total, 2.300 crianças escreveram as suas cartas, e, entre todas, destacou a de Kiara. “Somente escrevi o que me falava o coração, já que não tenho nem mãe, moro com os meus avós e se chego a ver e falar, com o Papa, pedirei também que tire a minha mãe da prisão”, explicou a menina que está na escola San Blas de Fe e Alegria.
Sua mãe está na prisão há dois anos por causa do microtráfico, assim como seu padrasto, que a criou desde que ela tinha três anos. Do seu pai biológico se sabe pouco, já que emigrou há muito tempo, disse à imprensa local a família da menor.
Centenas de crianças dos Banhados não só moram no meio da miséria e das inundações, mas também são vítimas da venda e consumo de droga, especialmente o crack.
As pessoas moram em barracos de compensado e chapas de zinco, e cada vez que as chuvas torrenciais provocam o transbordamento do rio Paraguai, as ruas de terra tornam-se atoleiros intransitáveis.
O Banhado Norte é uma das áreas de extrema pobreza que o papa visitará durante sua passagem pelo Paraguai. Naquele dia Kiara será apresentada a Francisco acompanhada por seu diretor, Germán Acevedo.
Enquanto isso, Magdalena Ramos espera chamar a atenção do Papa quando visite a pequena capela de paredes nuas no Banhado Norte, para que ajude o seu filho, cujos problemas neurológicos congênitos o colocaram na cama. “Gostaria que o Papa o visse e pedisse uma doação de cadeira de rodas e tratamento médico”, disse a mulher de 51 anos, que está desempregada.

Fonte: ZENIT (Agência Internacional Católica de Notícia)

quarta-feira, 18 de março de 2015

"Crianças nos ensinam a sorrir e a chorar", diz Papa

Milhares de pessoas participaram na manhã desta quarta-feira, 18, da audiência geral. O sol reapareceu após dias de chuva e o público lotou a Praça São Pedro para ver o Papa e ouvir suas palavras. Depois do tradicional giro de jipe para cumprimentar os fiéis de perto, Francisco se dirigiu ao adro diante da Basílica para proferir a catequese, anunciando seu tema: ‘as crianças, dom para a Humanidade’. E acrescentou, improvisando: “São também as grandes excluídas, pois às vezes nem as fazem nascer”.

Atenção da sociedade às crianças
“Uma sociedade se julga pelo modo em que trata suas crianças, se é livre ou escrava de interesses internacionais”, iniciou o Papa, afirmando que “Deus não tem dificuldade em se explicar às crianças, e elas não têm problemas em entender Deus”. Francisco explicou que o termo ‘pequenos’ indica todas as pessoas que dependem da ajuda e dos cuidados de outros, e citou dois trechos do Evangelho de Mateus que ilustram como as crianças são “uma riqueza para a humanidade e para a Igreja”.
“Elas nos lembram constantemente que a condição necessária para ingressar no Reino de Deus é não se considerar autossuficientes, mas sempre necessitados de ajuda, de amor e de perdão; todos precisamos disto”.

Todos somos filhos
O Pontífice tocou ainda outro ponto: “as crianças nos lembram que somos sempre filhos”, independentemente de nossa idade, de nossa situação, de nossa condição social; somos sempre “radicalmente dependentes”, visto que nós não “nos demos a vida, mas a recebemos. O grande dom da vida é o primeiro presente que recebemos”.
Dentre as riquezas que as crianças oferecem à Humanidade, Francisco citou “o seu modo de ver a realidade, com confiança e pureza”: elas confiam sempre, espontaneamente, na mãe e no pai, em Jesus e Maria, pois dentro de si não são ainda contaminadas, não são ‘calejadas’, não têm o coração endurecido. “As crianças guardam pureza e simplicidade interior”, disse o Papa, completando. “As crianças não são diplomáticas. Dizem o que sentem e veem, não têm duas ‘caras’”.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

"Os filhos são um dom de Deus!", diz o Papa

O Papa Francisco encontrou-se, na manhã desta quarta-feira, na Praça São Pedro, com numerosos peregrinos e fiéis, provenientes de diversos países, para a habitual audiência geral.
Após ter refletido, nas audiências anteriores, sobre a figura dos pais, o Santo Padre dedicou a sua catequese de hoje aos filhos, tomando como exemplo a figura do profeta Isaias: “Os seus filhos se reuniram e vêm até você. Os seus filhos vêm de longe; suas filhas vêm carregadas no colo. Então, bastará ver e seu rosto se iluminará, seu coração parecerá explodir de emoção”.
Eis uma esplêndida imagem da felicidade, disse o Papa, que se realiza no encontro dos pais com os filhos, que caminham juntos, rumo a um futuro de liberdade e de paz, depois de um longo tempo de privações e separação.
Logo, há uma íntima ligação entre a esperança de um povo e a harmonia entre as gerações. A alegria dos filhos faz palpitar os corações dos pais e alarga os horizonte do futuro:
“Os filhos são a alegria da família e da sociedade. Eles não são um problema da biologia reprodutiva, tampouco um dos tantos modos de realização pessoal ou de posse dos próprios pais. Os filhos são um dom. Cada um é único e irrepetível e, ao mesmo tempo, inconfundivelmente ligado às suas raízes. Segundo os desígnios de Deus, os filhos trazem em si a memória e a esperança de um amor que lhes deu origem, de forma original e nova”.
Por isso, disse o Papa, eles devem ser amados por aquilo que são, não porque são bonitos, bons, saudáveis; não porque pensam como seus pais ou porque encarnam os seus desejos. Um filho é um filho: é uma vida gerada pelos pais, mas para o bem deles, pelo bem da família, da sociedade e de toda a humanidade:
“Daqui vem a profundidade da experiência humana de ser filho ou filha, que nos permite descobrir a “dimensão mais gratuita do amor”: a beleza de ser amados por primeiro, antes de dar os primeiros passos ou de falar e pensar, antes mesmo de virem ao mundo. Os filhos são a condição fundamental para conhecer o amor de Deus”.